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quarta-feira, 23 de março de 2011

Voltando a contar histórias

...continuação

Para chegarmos à praia, utilizamos a BR 116 que aqui no Paraná chama-se BR 376, não me perguntem o porquê. Essa mesma BR também vai para Balneário Camboriú, Florianópolis e todas as outras praias do litoral de Santa Catarina. Imaginem agora o trânsito num um feriado prolongado! Todo o estado vai usar esse caminho para ir ao litoral. Isso sem falar nos paulistas que também andam por aqui. Horas a fio de viagem. Um percurso que duraria, normalmente, 1 hora e 15 minutos, nessas ocasiões demora mais ou menos de 5 a 7 horas. Usem agora a sua mais criativa imaginação e pensem num animal de 60 kg num banco traseiro de carro durante todo esse tempo. Nem pensar! Para evitarmos esse transtorno todo, o remédio foi sair de casa antes de voltar depois. Decidimos viajar na quinta-feira. Tudo resolvido: viagem rápida para não estressar o bicho. Não ia dar nem tempo de ele perceber que estava demorando. Ledo engano: acidente na estrada. Aquela 1 hora e 15 tranformou-se em 5 horas com uma chuvinha básica para não podermos abrir as janelas. A "criatura" até que se comportou bem. Paramos duas vezes para ele esticar as pernas e fazer necessidades. Até dormiu quando percebeu que o negócio ia se estender. "Doce criatura". Brincadeira? Não, é sério mesmo. Ele é realmente uma doce criatura.
Apesar do incômodo , que é visível, o que importa pra ele é estar junto conosco. Suporta até o excesso de calor e insetos voadores que são em grande número por lá. O pátio é aberto e temos que ficar o tempo todo de olho nele pois fica tentando dar umas escapadelas para fora . O tempo não estava muito bom o que, de fato, foi melhor pois o calor não era tão grande. Os pássaros coloridos não apareceram. Acho que nesta época do ano vão para outro lugar. Átila aguentou firme mas tenho a sensação de que quando chegamos em casa de volta, ele me olhou com aqueles olhos lindos e pensou: "agora tô no meu lugar".

Tirando um cochilo na sala:


Tá me chamando????


Foi preciso muita quirera para aparecer alguns:

Um beija-flor de vez em quando:

Escondidinho embaixo da mesa para os mosquitos não verem:

Banho de lua:

Algumas poucas orquídeas estavam floridas:

terça-feira, 22 de março de 2011

Voltando a contar histórias




Vamos começar do princípio como manda o figurino. Na última passagem de ano, recebemos a visita de pessoas inescrupulosas que "levaram" vários eletrônicos da casa e dos amigos. A máquina fotográfica foi um dos itens escolhidos. Resultado: muito tempo sem fotos e consequentemente muito tempo sem histórias. Agora, habilitados com máquina nova e melhor (ainda bem!!!) posso voltar a fotografar e postar as fotos no blog.
Passagem escolhida: carnaval!!!
Há muito tempo que não tenho entusiasmo para as folias de momo. Olhar, tudo bem; participar, só de longe. Não tenho mais paciência para aquela muvuca típica da festa. O que me dá prazer, na verdade é curtir uma praia. Adoro água! Nestas ocasiões -feriados prolongados- bate uma vontade de aproveitar o litoral. Só que aí aparece o problema: como sair de casa e deixar o "filhotinho" da mamãe sozinho tantos dias. Não pensem vocês que estou falando do meu filho. Esse já sabe se virar sozinho. Estou me referindo ao meu cão de estimação chamado Átila. Nem pensem também que se trata de um cachorro pequeno, desses de madame, que aliás, gosto muito também. Meu cão é um indefeso, companheiríssimo e pequeno rottwieller que deve pesar mais ou menos sessenta quilos. A criatura é acostumada com nossa companhia além de comer na hora certa e brincar na hora certa. Como deixar uma coisinha dessas sem a gente por tantos dias? Coisa que seria normal para todo mundo em se tratando de um cão de guarda. Para mim não! Gosto de ter o animal por perto. Solução: levar o bicho junto para a praia. Aí começa minha história...
continua...

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Se um cachorro fosse professor

Recebi por e-mail e resolvi compartilhar porque achei tdb!!!!




"Se um cachorro fosse professor, você aprenderia coisas assim:

Quando alguém que você ama chega em casa, corra ao seu encontro.

Nunca perca uma oportunidade de ir passear.

Permita-se experimentar o ar fresco do vento no seu rosto.

Mostre aos outros que estão invadindo o seu território.

Tire uma sonequinha no meio do dia e espreguice antes de levantar.

Corra, pule e brinque todos os dias.

Tente se dar bem com o próximo e deixe as pessoas te tocarem.

Não morda quando um simples rosnado resolve a situação.

Em dias quentes, pare e role na grama, beba bastante líquidos e deite debaixo da sombra de uma árvore.

Quando você estiver feliz, dance e balance todo o seu corpo.

Não importa quantas vezes o outro te magoa, não se sinta culpado...volte e faça as pazes novamente.

Aproveite o prazer de uma longa caminhada.

Se alimente com gosto e entusiasmo.

Coma só o suficiente.

Seja leal.

Nunca pretenda ser o que você não é.

E o MAIS importante de tudo....

Quando alguém estiver nervoso ou triste, fique em silêncio, fique por perto e mostre que você está ali para confortar.

A amizade verdadeira não aceita imitações!!!

E NÓS PRECISAMOS APRENDER ISTO COM UM ANIMAL QUE DIZEM SER IRRACIONAL!!!!"

Texto de Ramiro Ros

domingo, 24 de outubro de 2010

Cachorro é tdb!!!!

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Tem cara mais linda que essa?

Quanto mais eu olho mais lindo eu acho! Tudo o que se fala de ruim sobre esse bicho não se aplica ao Átila. Ele é brincalhão, amigável, simpático, insistente e "sem noção". Aliás, acho que todos os que tive (Boby, Shara, Junior e Átila) foram e são sem noção de que são cachorros e não pessoas da família. Eles se acham "gente" e querem estar participando de tudo. O Átila então, nem se fala. Ele estabeleceu horários em sua vida, segue diariamente sua própria rotina. Espera até um determinado horário para a porta da cozinha ser aberta pra ele. Caso isso não aconteça o remédio é chorar na janela do quarto pra ver se alguém atende. Aí vem o cochilo da manhã, na porta entre a cozinha e a sala, até a hora do almoço. Enquanto estamos comendo, ele continua dormindo, mas ao menor sinal de movimento, ele sabe que está na hora do seu almoço. Senta na cozinha e fica esperando pacientemente até que sirvamos seu prato- e não pensem que ração só serve, essa é a hora do agradinho- tem que ter um molho, de preferência. Depois disso, é dormir a tarde toda. Barriga cheia! E vai assim até a tadinha, hora da janta. Senta do meu lado pra ganhar um pãozinho. Afinal, ninguém é de ferro né? Aí, vem a hora que ele mais gosta no dia, hora da brincadeira! Fica chamando a todos pra correr atrás dele em volta da mesa. Pode? Quem atende na maioria das vezes é meu marido. Só quer parar quando não aguenta mais de cansado. Se a gente está cansado não tem a menor importância pra ele. O fato é que ele quer brincar! Viram só que fúria de cachorro eu tenho em casa? Mas se chega algum estranho no portão, sei não!

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Aprenda a lamber uma tigela!!!!

Veja se não é uma delícia!!! Ele sabe fazer direitinho....








segunda-feira, 3 de maio de 2010

Átila

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Paixão por cachorros


Tem coisa mais linda que um cachorro? Duvido!!! Filhote, então, nem se fala!!! Até o mais puro dos vira-latas tem um apelo especial pra mim. Mesmo fazendo suas estrepulias não consigo deixar de admirar essas criaturas de 4 patas. Pra mim são anjos, que estão aqui para nos socorrer... Olhem só essa carinha da foto. Ele não te convenceu????

terça-feira, 23 de março de 2010

Visitinhas...

Da esquerda pra direita: Carla, Sigrid e eu - o Átila dá pra ver quem é?


Eu não tinha falado que ele adora visitas? Quando aparece alguém aqui em casa, ele quer ser a estrela da festa. Se acha o último biscoito do pacote!!! Quer chamar atenção a todo custo. E se ele gosta dos viventes então, convida logo pra correr com ele em volta da mesa da sala de jantar. Se tu pensas que estou falando de um cachorro de estimação, muuuuuuita estimação, comum, de tamanho normal, daqueles que fica dentro de casa, está muito enganado. Ele é puro músculos e deve pesar uns 50kg no mínimo. Meu "cachorrinho" de estimação. Pra quem ainda não conhece, apresento Átila, Rei dos Hunos, bárbaro e bruto, mas como diz a máxima popular:"os brutos também amam". Esses dias recebi uma visitinha rápida, entre um vôo e outro de minha cunhada e sua mãe, Carla e Sigrid. O animal foi com a cara das duas e foi uma festa só! Ele se entrega de corpo e alma àqueles de quem gosta. Tomara que ele nunca encontre alguém mau pelo caminho porque seria muito fácil judiar dele. É incrível como ele corre pra mim quando precisa de ajuda. Até nas brincadeiras, parece que ele quer que eu o proteja. Quando se sente meio acuado, vai dando ré até encontrar minhas pernas. Coisinha linda da mamis!!! Esses dias achei um blog muito interessante com um nome mais interessante ainda: "Mãe de Cachorro também é Mãe". Me senti como se o nome fosse feito pra mim.

Eis o "convite" pra brincadeira- garrafa pet toda amassada na boca e um olhar de quem diz "vem pegar de mim, vem!!!

terça-feira, 2 de março de 2010

História dos meus cães (parte 4)


Como eu tinha dito no final da parte 3, jurei que cachorro nunca mais. E o "pior" é que eu estava firme da decisão... Fui no veterinário dos meus cachorros dar uma espiadinha e só! Voltei pra casa falando pro meu marido da beleza dos bichinhos, tão "neguinhos", tão fofinhos, tão cute-cute. kkkk Tu já viste um filhote fe rotweiler? Aquela coisinha preta com manchas amarelas, focinho curto, carinha de urso e gostosinho de "pertá"? Se não viu ainda, procura e vê porque tu estás perdendo muito!!! Como ia dizendo, falei várias vezes neles pro meu marido. Neles porque eram dois que ainda restavam junto com a mãe. Eu sou louca por cachorros, isso é fato. Talvez porque nunca me foi permitido ter nenhum durante minha infância e adolescência. Filhote então, nem se fala. Um filhote de cachorro, seja de que cor for, de que raça for, sem raça mesmo, é tudo de bom! Eles, definitivamente, foram feitos pra encher a vida da gente de coisa boa. Isso tudo eu digo pro meu marido. Várias vezes. Muitas vezes. Mas eu estava decidida. Só fui apreciar os bichinhos. De verdade. Voltei pra casa e continuei com meu Junior. Meu Junior era tudo de melhor. E a vida continuou, tudo na santa paz. Certa manhã, acho que era um sábado, meu marido saiu pra cortar o cabelo e voltou pra casa perto da hora do almoço. Tudo normal. Comemos e logo após a refeição meu marido se retirou para a parte da frente da casa. Foi dar uma voltinha no quintal. Junior com ele. Junior não perdia a chance de sair um pouquinho na calçada. Lavando a louça, escutei alguns barulhos estranhos e dei uma espiadinha pela porta dos fundos de onde se vê o portão. Vi João, nosso vet, e pensei logo que tinha acontecido alguma coisa com Junior que eu não soubesse. Sequei as mãos e fui ver o que era. Quando fui chegando perto já comecei e ver a "coisinha" preta no colo do meu marido. Fui me aproximando e feliz, não queria acreditar! Que surpresa! Meu marido tinha passado na clínica e escolhido um deles pra mim. Pretinho, gostoso, cheiroso, de banho tomado, dava pra pegar no colo pois ainda era pequeno. Ele ainda não tinha 2 meses. Imaginem vocês se eu não ia pegar e afofar aquela bolinha de pêlos pretos. E assim foi a chegada do Átila. Foi que que escolhi o nome pra ele. Acertei na mosca. Átila, rei dos hunos, bárbaro e forte. Tudo a ver com a minha criatura.Meu companheiro de todas as horas. Tá sempre grudado comigo, literalmente! Se eu estou por perto, ele vai dando voltas até se encostar nas minhas pernas. Não sei se já falei isso, mas ele é o mais "grudado" com a gente, talvez pelo fato de ser sozinho. Quando pequeno fez muita estrepulia pela casa. Muita mesmo!!!Quem já teve filhote de cachorro grande sabe do que estou falando... Hoje, depois de muito trabalho, já está mais acomodado. Claro que, às vezes, ele tem umas recaídas e faz uns buracos, come umas árvores, mexe nos canteiros, come tapetes. Mas só de vez em quando.Brincalhão que ele só. Quando vê alguém já vai convidando pra brincadeira de correr atrás dele em volta da mesa da sala de jantar. Adora uma visita mas detesta cachorro. É a coisa mais linda do mundo! Seus olhos conversam comigo...

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Tudo o que precisas saber sobre posse responsável de cães e gatos

Nunca é demais relembrar para os que já sabem. Nunca é demais falar para quem desconhece. Nós somos os racionais. A responsabilidade é nossa.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Lógica de Cachorro!!!!!

Quem convive comigo sabe que adoro cachorros. Cachorros só, não. Adoro tudo que é bicho. São puros e sinceros e a cada dia que passa me surpreendo um pouco com eles. É um jeitinho novo de olhar que a gente não tinha notado antes, uma mania nova, um gosto... Tudo que eles são e fazem pra mim é interessante. O amor que têm por nós é incondicional. E pedem tão pouco em troca!!! É um amor profundo e sem cobranças. Entrega total! Cabe a nós, que teoricamente somos os que pensam, honrrarmos esse amor e fazermos por merecer a confiança que depositaram na gente.

A razão de um cachorro ter tantos amigos é que ele abana o rabo em vez da língua. (Anônimo)

Não há nenhum psiquiatra no mundo igual a um filhote de cachorro que lambe a sua face. (Ben Williams)

Um cachorro é a única coisa na terra que o ama mais que a ele mesmo.

O cachorro comum é mais agradável que a pessoa comum. (Andy Rooney)

A pessoa que não conhece o gosto do sabão, nunca lavou um cachorro. Franklin P. o Jones

Se seu cachorro for gordo é porque você não está brincando com ele (Desconhecido)

Cachorros não são eternos na nossa vida, mas eles fazem nossas vidas eternas. (Roger Caras)

Se você pensa que cachorro não sabe contar, coloque três biscoitos de cachorro em seu bolso e lhe dê apenas dois. (Phil Pastoret)

A razão de você estar lendo essa mensagem é porque os cachorros cheiram de longe uma pessoa especial!!!!!

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Visitinhas...

Todo mundo que me conhece um pouquinho sabe que adoro visitas. Amo quando vem alguém aqui em casa e, apesar de não ter um cômodo específico para as visitas, sempre se dá um jeitinho. É que nem coração de mãe: sempre cabe mais um. Este ano eu trouxe duas visitas comigo para umas férias. Neca, minha cunhada e sua filha, a Maria Eduarda (7 anos de pura peraltice e falta de sossego!). Problema: temos um cão em casa, o Átila, um rot lindo, preto, imenso e, conosco da casa, um doce de criatura. Assim que combinamos a visita, pensei, cá com meus botões, se não ia dar problema com o "catorão", já que ele não tem um histórico de relacionamento com crianças. Muitas recomendações e um pouco de medo depois, vejam no que deu! Minha criatura negra ultrapassou sem sustos o novo convívio. Ele cheirou Maria, Maria adora cachorros. Átila adora brincar, Maria adora correr. Maria deu um cansaço em Átila que ficava com 2 metros de língua pra fora de tanto saracotear. O bicho é muito confiado, só faltou pedir colinho pra ela, o que ela teria feito de bom grado se aguentasse o peso do animal. Acho que foi amor à primeira vista, ou melhor, à primeira cheirada.






domingo, 27 de setembro de 2009

Exageros da idade...



Eis que de repente aparece um feriadão na vida da gente. Nada de novo aí! Normal. Se as pessoas não fossem anormais. Quando a gente vai adquirindo uma certa idade, e não precisa ser muita, vamos mudando um pouco de personalidade. O caráter continua o mesmo pois vem com a gente, frutos da nossa criação, acredito eu. Nunca fui muito sentimental, ou melhor, não era. Hoje em dia tenho, às vezes, excesso de preocupação. Coisas que pessoas cansaram de me dizer que não merecem tanta atenção mas não consigo me controlar. Quero que todos estejam bem e felizes e, tirando a "rabujentice" que me é natural, faço o que posso pra isso. Muitas vezes exagero, como essa que está nas fotos.
No 7 de setembro resolvemos passar o feriado na praia. Problema!!! E o "indefeso" do meu cachorro? Ficaria sozinho? Quem cuidaria dele? Daria o que comer e beber àquela pobre criaturinha???? Ninguém disponível? Solução!!! Levar o bicho junto. Idéia do meu marido e eu, óbvio, adorei.
Duas horas de viagem. O marido dirigindo. Eu e Átila (pretinho básico de + ou - 50kg) no banco de trás. Até que não foi mal pra marinheiro de primeira viagem, tirando os litros de baba com que ele me presenteou.
O importante é que eu e ele adororamos a experiência. Pro meu marido eu nem perguntei se tinha gostado, acho que pra não escutar a resposta. Átila, depois de um tempinho se adaptando, brincou com a vizinhança toda, fez várias amizades na praia (alguns fugiram!!!), cansou, correu, andou solto, foi perto do mar e sentiu o cheirinho da brisa. Pena que tinha muita gente na praia e não conseguimos mostrar a água pra ele ( no fundo ele deve estar agradecido por isso, mesmo sem saber).
Companheiro de primeira grandeza. Adorei tê-lo lá comigo.
Aqui estão algumas fotos da aventura:


No quintal da casa...


Tentando tirar um cochilo mas o flash não deixa...


Descansando depois do almoço no pátio...


Dando uma voltinha na praia com o papys...



... com a mamys...


Tomando água. Afinal ninguém é de ferro!!!


Olhando a mulherada de biquini...


No quintal, em outros tons...

domingo, 13 de setembro de 2009

História dos meus cães (parte 3)


Fôlego tomado, vou continuar a saga.

E o presente nasceu. Foi o primeiro a vir à luz.

Shara ( minha cadela) ficava meio arredia quando ia parir. Só tinha confiança em mim pra repartir sua experiência. Era noite e fazia calor. Notei que ela se escondia na churrasqueira. Fomos ver o que era. Tinha chegado a hora. Arrumamos o ninho e ficamos esperando. Ela não dava um gemido, boa parideira que era. E veio o primeiro... enorme, lindo...e eu ajudei a segurá-lo com minhas mãos. Ela entregou-me aquele ser indefeso, depois de limpá-lo e deixou-me acarinhá-lo, admirá-lo ... e meus olhos se encheram d´água. É um espetáculo a parte o ato de trazer alguém ao mundo. O parto demorou bastante. Vieram mais onze filhotinhos. Uma maravilha! Casa cheia!
Como Bob ( meu cachorro) já estava com idade avançada e eu não ia deixar Shara procriar de novo para não judiá-la, resolvemos ficar com um cachorrinho para preservar a dinastia do casal. Na verdade eu tive duas paixões, o primeiro e o último, queria ter ficado com os dois. Seriam quatro em casa. Muito cachorro, muita comida, muita vacina e principalmente, muito cocô. Fiquei contente só com um, o primeiro. Meu filho deu o nome a ele: Junior
Junior era a coisa mais linda do mundo. Uma mistura de rotweiler/setter/pointer preto com caramelo. Tinha destaque entre todos pois era muito grande, dava o dobro do tamanho dos irmãos. E que bebezão ele era! Tinha uma força danada e queria tomar todo o leite. Todo mesmo, sem deixar nada pros outros. Tínhamos que ficar de olho nele senão ninguém mais mamava. Quando percebíamos que ele já tinha mamado bastante, tirávamos ele das tetas e cocolávamos ele longe pra dar tempo de outros mamarem. Ele se arrastava pela caixa e ia empurrando os outros com o focinho até pegar uma teta de novo. Arrancava todo mundo à força pra conseguir uma teta novamente.
Ele sempre foi muito grande e amoroso. Ficava ao lado da mãe dele,ou melhor, em cima da mãe dele o tempo todo. Mamava nela, dormia e brincava com ela. Era um grude. Não só quando filhote. Foi assim até ela morrer com 12 anos.
Junior era muito especial, principalmente pra mim, que tinha segurado ele no colo na hora em que nasceu. Me sentia mãe dele também, afinal tinha ajudado a trazê-lo à vida.
Junior apresentou alguns problemas de saúde durante sua vida, tudo devido ao seu tamanho. Ele era tão grande que colocava a cabeça encima da mesa sem espichar o pescoço. Sofreu duas cirurgias, uma em cada fêmur pois ele sofria de displasia coxo-femural. A primeira foi um sucesso. Parou de mancar e não teve mais dores. A segunda, uns quatro anos depois, não deu tempo de reabilitação pois ele veio a morrer de câncer no fígado.
Enquanto ele esteve vivo, encheu a casa. Não saía de perto da gente nem da mãe dele. Se estávamos na sala, lá estava ele, deitado na porta. Se estivéssemos na cozinha, lá estava ele deitado encostado no armário. Se íamos para o pátio e sentávamos na calçada, ele era o que ficava mais perto, babando a gente com aquele bocão enorme. Se não dávamos espaço, ele forçava com o corpo até ficar bem juntinho. Quando estávamos comendo, sentava do meu lado e ficava de plantão até eu dar alguma coisa pra ele. Se não fizesse isso ou demorasse, ele "afucinhava" meu braço com força como pra dizer "Ei! quero um pedaço!". Ficava ali me cutucando até sobrar alguma coisa pra ele. Acho que ele tinha símdrome de filho único. Tudo era pra ele, dele e da sua propriedade. Ele tinha que ser sempre o primeiro. E foi...
E assim ele conquistava todo mundo, fazia amigos com facilidade. Quando alguém lhe fazia um carinho ele não largava mais. Sentava e ficava esperando. Se o carinho não viesse, levantava sua pata e puxava a mão das pessoas pra avisar que ele queria mais.
Ainda hoje o vejo deitado na cozinha com a cabeça no degrau de cima da escada. Era o jeito que ele mais gostava de descansar.

Quando Shara morreu ficamos preocupados com ele. Estava acostumado com outros cachorros. Viveu sua vida toda acompanhado. Como será que ele iria reagir?

Eu já tinha jurado pra mim mesma que não teria mais cachorros. Tinha doído muito a perda dos outros dois e eu já estava cansada de limpar, limpar e o pátio sempre estava sujo. Quem tem cachorro grande sabe do que estou falando!!!

Então, e sempre tem um então pra quem ama cachorros, o veterinário me ligou perguntando se eu não queria um rotweiler que a cadela dela tinha dado cria e os cachorrinhos estavam com sessenta dias. Comentei com meu marido que ia dar uma olhadinha mas não ia pegar nenhum. Estava realmente decidida. Não sei a quem eu estava enganando, mas isso faz parte de outra história. A mim mesma, com certeza. Fui lá. Vi os bichos, brinquei com eles e a mãe. Tem coisa mais linda no mundo que um filhote de cachorro? Voltei pra casa, ainda decidida, comentei com meu marido da beleza dos filhotinhos e reinterei minha posição de que não ia ficar com nenhum.

Esqueci do assunto e continuei só com meu amado Junior, meio tristinho com a perda da companheira, mas cada vez mais apegado a nós.

Assim ele permaneceu até sua despedida. Muito amado e querido por todos.

Ele era, com certeza, uma bênção pra todos nós!

Que saudades daquele bicho...

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Minhas amiguinhas Pitty e Belinha

As duas na vila dos Cães:


Um close pra cada uma (não sei identificar quem é Pitty e quem é Belinha)


Sou apaixonada por cães. Acho que já deu pra perceber. Tenho uma enorme tendência de amar esses animais incodicionalmente. Adoros os cães das minhas amigas, aqueles com os quais convivo no dia-a-dia. Ultimamente ando apaixonada por alguns deles em especial. Tenho um apego enorme pelos cães do Fotodog, acho que por minha comunicação com as "mamis" deles. E mesmo lá, tenho meus preferidos, aqueles com os quais mantenho uma correspondência mais diária.
Essas duas criaturinhas brancas, lindas, maravilhosas e cheirosas fazem parte dos preferidos. Recebi essas fotos por e-mail da Mamis Maria Luísa, que pelo jeito, é igual a mim ou pior. Babona!!! Algumas são da Vila dos Cães e outras são do desfile da Perigot. Desfile!!! Pode??? Tenho amigas top model. Chic no último. Não é qualquer um que tem isso na vida.
É humanamente impossível não amar um animalzinho desses. Olhem os olhinhos delas e vejam a doçura que elas transmitem. Não as conheço pessoalmente mas no Fotodog existe um encontro virtual que nos põe a par da vida deles em detalhes. Parece que nos conhecemos íntima e profundamente e há muito tempo.Daí surgem amizades inesperadas e, que há tempos atrás, diríamos impossíveis.
Adoro essas meninas e queria poder conviver com elas de pertinho. Um dia...quem sabe?
Por enquanto, fico curtindo as fotos e as histórias que sua "mamis" conta. Obrigada Maria Luisa por dividir esses momentos comigo. Fico imensamente feliz em participar, nem que seja virtualmente, da vida delas.

As "Tops" mostrando o figurino. Não é o máximo???


Na passarela:

domingo, 30 de agosto de 2009

Recado de cachorro!!!!



Hoje vim postar um recado em nome do Átila ( o "cara" da foto acima) e de todos os "4 patas" do mundo. A primeira vez que li este aviso foi no Fotodog. Quem colocou lá foi a minha amiga Denise, vó da Dryad, uma cadelinha maltesa, branquinha como neve e namorada virtual do meu Átila. Quem não tem ou não gosta de cachorros, acha, na verdade que nós, os amantes dos dogs, somos loucos, desequilibrados e anti-higiênicos. Tudo isso, no fundo tem um pouco de verdade. Realmente, só quem ama e convive com estas maravilhas, pode avaliar e entender o que sentimos por eles. Eles são uma bênção em nossas vidas e como tal devem ser tratados.
O mínimo que eles merecem, de seres pensantes que somos, é respeito.


Essa é Dryad, a autora da postagem no Fotodog: